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Fumo passivo é responsável por mais de 1 milhão de mortes por ano, segundo OMS

Cerca de 8 milhões de mortes por ano são relacionadas ao tabagismo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Destas, 1,2 milhão são de não-fumantes. Isso significa que 15% dos óbitos por tabaco são decorrentes da exposição ao fumo passivo, ou seja, de pessoas que não fazem uso do cigarro, mas por conviverem com quem fuma acabam inalando as substâncias nele contidas. O dado assusta, visto que a questão deixa de ser um problema individual, mas de saúde pública.

A fumaça dos derivados do tabaco, exalada por quem fuma, contém cerca de sete mil substâncias, 250 delas prejudiciais e 69 cancerígenas, o que aumenta o risco de doenças como o enfisema pulmonar, infecções respiratórias, úlceras, infarto e AVC, não só nos fumantes como naqueles que absorvem essas toxinas sem necessariamente nunca terem tocado em um cigarro. Por esses e outros motivos o tabagismo, hoje, é considerado uma epidemia pela OMS.

Tratamento

Se você, que agora lê este texto, precisa dar o primeiro passo para deixar o cigarro no passado, deixo aqui uma dica preciosa neste Dia Mundial sem Tabaco: Em Belo Horizonte, o tratamento do tabagismo é ofertado em todos os Centros de Saúde, e as abordagens são realizadas por profissionais da equipe de saúde da família, NASF e Academias da Cidade. Os pacientes são convidados a participar da Palestra Motivacional, momento de sensibilização em que são esclarecidos os malefícios do vício, os benefícios da interrupção e como a será a condução das terapias.

E se mesmo no meio do caminho, surgir a vontade de desistir, não se culpe. Cerca de 80% dos fumantes querem parar de fumar, mas somente 3% conseguem a cada ano, sem ajuda profissional. De um modo geral, quando conseguem [parar de fumar] definitivamente, as pessoas já fizeram em média 5 tentativas. Isso significa que o processo pode ser demorado e, sobretudo, individualizado, bastante subjetivo.

Os pacientes que querem parar de fumar devem procurar os profissionais das unidades de saúde de sua referência para obter informações sobre o tratamento. Dar o primeiro passo é muito importante, como também se cercar de pessoas que irão incentivá-lo a parar e persistir em sua vontade!

                                                   Marcelo Chagas, pneumologista