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Apenas 12% dos asmáticos têm a doença bem controlada

Hoje, Dia Mundial de Combate a Asma, um levantamento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), traz um dado alarmante: apenas 12,3% dos indivíduos asmáticos no Brasil têm a doença controlada. Tal percentual assusta, levando em consideração números do DATASUS, banco de dados do Sistema Único de Saúde, os quais revelam que, anualmente, ocorrem 350 mil internações hospitalares relacionadas à enfermidade

Por definição, a asma é a inflamação da via aérea inferior, que gera um estreitamento da passagem de ar, levando à chieira, tosse e cansaço nos pacientes. A doença pode chegar ao organismo através de algumas predisposições, sendo a mais comum a herança genética. Contudo, infecções virais na infância, tabagismo parental e deficiências de vitaminas nas vias uterinas também podem ser fatores de risco.

Muitos dos asmáticos possuem piora no quadro da doença quando estão passando pela já conhecida “crise de asma”, que pode ser engatilhada devido à alguns fatores chamados de “aeroalérgenos. Dentre eles estão a poeira doméstica, mofo, pelo de animais, infecções respiratórias, mudanças climáticas, cheiros fortes e cigarro.

Para o diagnóstico, duas etapas são necessárias, uma delas envolvendo os sintomas apresentados, e a outra relacionada aos exames feitos após os sinais mostrados. A detecção começa na apresentação dos sintomas típicos, como episódios de falta de ar, tosse e chieira. Juntamente a isso, é feito um exame objetivo, o mais comum é a espirometria, o exame do sopro, no qual é possível evidenciar o estreitamento da via aérea, conseguindo assim realizar a confirmação da enfermidade.
Apesar de não possuir cura, a asma tem tratamentos dos mais diversos tipos, porém os principais são os inalatórios. A principal estratégia de tratamento é o corticoide inalatório, o qual pode ser atrelado à terapia com broncodilatadores. Além dessas medidas, temos também medicações que envolvem um processo de anti-inflamação, como os imunobiológicos e os injetáveis, estes últimos já disponíveis até mesmo no SUS.

Marcelo Chagas, Pneumologista