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Mais de 70 milhões de brasileiros enfrentam problemas relacionados ao sono

Embora a recomendação seja de 7 a 9 horas de sono por noite, os brasileiros dormem, em média, apenas 6,4 horas, o que pode afetar a saúde física e mental

No mês em que se celebra o Dia Mundial do Sono, se faz necessário reforçar a importância do sono para a saúde e o bem-estar, especialmente em uma sociedade acelerada e estressante.

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com problemas relacionados ao sono, o que representa 46% da população. Além disso, a média de sono no país é de apenas 6,4 horas por noite, abaixo da recomendação de 7 a 9 horas para adultos, segundo a Fundação Nacional do Sono.

A qualidade do sono impacta significativamente a saúde e está diretamente associada a comorbidades como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Distúrbios como insônia e apneia obstrutiva podem desregular o ritmo circadiano, afetar a liberação hormonal e aumentar o risco de obesidade, dislipidemia e resistência à insulina. Além disso, noites mal dormidas elevam o cortisol, mantendo o corpo em estado de alerta e dificultando o relaxamento, o que pode predispor a doenças cardíacas e metabólicas.

O estresse causado pela correria do dia a dia também influencia diretamente a qualidade do sono, pois ativa a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, dificultando o relaxamento e prejudicando o descanso. Isso pode resultar em insônia, fadiga, dificuldades de concentração e irritabilidade, impactando negativamente o bem-estar geral.

As consequências de dormir mal podem variar para cada pessoa. Os sintomas mais frequentes de um sono de baixa qualidade incluem alterações de humor, irritabilidade, dificuldades de memória e concentração, sonolência diurna excessiva, fadiga, aumento do apetite sem causa aparente e queda no desempenho profissional ou acadêmico.

Em relação a má qualidade de sono crônica, ela pode ter implicações bastante negativas para a qualidade de vida. A privação crônica de sono pode aumentar o risco de doenças metabólicas, cardiovasculares, transtornos mentais e até neurodegenerativos, como Alzheimer. Além disso, pode levar a desequilíbrios hormonais que estimulam a fome e reduzem a motivação para exercícios físicos, favorecendo o ganho de peso e o sedentarismo.

 Manter horários regulares para dormir e acordar, expor-se à luz natural pela manhã, praticar exercícios físicos e evitar cochilos longos ajudam a melhorar o sono. Também é essencial reduzir o consumo de cafeína à noite, optar por refeições leves, limitar o uso de telas e adotar atividades relaxantes antes de dormir. O ambiente deve ser escuro, silencioso e confortável, e a cama usada exclusivamente para o descanso.

Maxlânio de Azevedo – Clínico geral do Hospital Semper